Dúvidas Frequentes

Sangue tem validade?
Sim. Cada hemocomponente possui uma validade. As hemácias que são os glóbulos vermelhos do sangue tem uma durabilidade de 35 a 42 dias, variando de acordo com a solução anticoagulante presente no interior da bolsa de sangue, pois algumas dessas soluções podem preservar o sangue por mais ou menos tempo.

Por que o diabético não pode doar sangue?
Diabético que não pode doar sangue é aquele que chamamos de insulino-dependente; ou seja, aquele que necessita de insulina para manter seu metabolismo de açúcar próximo da normalidade. Esses pacientes têm importantes alterações do sistema cardiovascular e, em conseqüência disto, durante ou logo após a doação de sangue, podem apresentar alguma reação que agrave seu estado de saúde.

Hipotireoidismo impede a doação?
Não, caso estejam controlados com a medicação.

A hipoglicemia impede a doação?
Não, desde que o candidato esteja assintomático no dia da doação.

Quanto tempo depois das cirurgias (pequeno, médio e grande porte) a pessoa poderá doar sangue?
Quem se submeteu a uma cirurgia de grande porte deve esperar entre 6 meses a 1 ano para doar. Para cirurgias de pequeno e médio portes, é necessário esperar por pelo menos 3 meses. 

Por que o intervalo de doação entre homens e mulheres é diferente?
A mulher deve respeitar o prazo mínimo de 90 dias enquanto que os homens podem doar a partir de 60 dias da última doação (respeitando o máximo de quatro doações ao ano). Essa diferença deve ser respeitada por que, durante a vida fértil da mulher ela perde ferro por meio da menstruação e de possíveis gestações. Doações em períodos menores de 90 dias poderiam acarretar problemas.
 
Por que, se são realizados exames no sangue que é doado, não precisa de jejum e para coleta de exames de laboratório precisa?
Como o volume retirado, em torno de 450 ml é muito superior ao de uma coleta para exames é necessário que a pessoa esteja alimentada; mas se a refeição for muito pesada, com gorduras poderá também causar interferência no resultado dos exames.

O sangue pode ser cobrado?
Não. O grande avanço da hemoterapia nacional aconteceu quando foi proibido o pagamento do sangue. A doação de sangue deve ser voluntária, anônima e altruísta.
 
Mas já se ouviu falar de cobrança de sangue, o que é isto?
Os processos entre a doação e a transfusão são complexos e têm custos, ou seja, é permitido e definido legalmente que todos os processos envolvidos na doação e transfusão sejam passíveis de cobrança, devido ao custo de processamento do sangue, agregando valor ao mesmo, sendo todo material descartável e utilizado produtos importados para triagem sorológica.
 
Mas e o sangue público?
O sangue utilizado pelos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) tem o mesmo custo do sangue utilizado pelos usuários de plano de saúde, porém seu custo é mantido pelo poder público.

Mito ou Fato?
Ao contrário do que muitos falam, doar sangue:
- Não engorda, nem emagrece;
- Não afina e nem engrossa o sangue;
- Não vicia.

Quem doa sangue uma vez é obrigado a doar sempre?
Não, doar sangue não cria dependência no organismo. Quem se torna um doador freqüente, respeitando os prazos de doação, apenas demonstra seu alto grau de consciência e solidariedade.

Qual é o tipo de sangue mais importante?
Todos. Não há tipo de sangue mais importante do que outros. Todos são importantes para salvar vidas.
 
O material usado na coleta de sangue é mesmo seguro?
Sim, todo o material usado para a coleta de sangue é individual, descartável, estéril e apirogênico. Não há nenhum risco de o doador adquirir uma doença infecciosa com a doação de sangue.

Mulheres no período menstrual podem doar?
Podem, desde que estejam se sentindo bem, e que tenham o teste de anemia (dosagem de hemoglobina), feito no dia da doação, dentro dos limites aceitáveis.

Por que o limite de 450 ml de sangue por bolsa?
Devido ao volume de anticoagulante presente na bolsa, o que é padronizado para anticoagular no máximo esse volume de sangue.

O que é uma "transfusão braço a braço"?
É um procedimento inexistente na atualidade. A idéia romântica de um braço conectado a outro transferindo um sangue salvador a um doente, é um passado distante. Hoje, há inúmeros processos que garantem a segurança do doador e do paciente que vai receber o sangue.
 
Você sabia que há maneiras de utilizar o seu próprio sangue para situações de procedimentos programados?
Estas situações são chamada de doação autóloga, autodoação ou autodoação de pré-depósito. Há situações em que necessitamos realizar procedimentos cirúrgicos que podem ser agendados. Se preenchermos critérios de boa saúde, há possibilidade de coletar mais de uma bolsa de sangue prévias ao procedimento, em intervalos de 5 dias. Nesta situação, a pessoa fica com uma anemia leve, sem sintomas e consegue estocar o sangue prévio à cirurgia.
Entretanto, durante a cirurgia, recebe o seu próprio sangue, não havendo, assim, necessidade de doadores de sangue. Exemplos de cirurgias que podem utilizar este recurso são as relacionadas à ortopedia, como colocação de próteses; cirurgias de próstata e cirurgias plásticas, com previsão de sangramento.
Para realizar este procedimento é necessária avaliação médica e boas condições de saúde.
 
Mas se o paciente precisa realizar uma cirurgia que tem grande potencial de sangramento e não pode realizar a autodoação prévia, não há opções?
O Banco de Sangue de Caxias do Sul implantou, em novembro de 2005, uma nova tecnologia. Através de um equipamento automático: Cell Saver (salvador de células) é possível, durante a cirurgia, aspirar do campo cirúrgico o sangue, realizar lavagens com soro fisiológico e devolver ao paciente o seu próprio sangue. Este método simples de entender é altamente tecnológico, e realizado, exclusivamente, pela equipe do Banco de Sangue, capacitada para este fim. A utilização do Cell Saver possibilita o reaproveitamento do sangue do próprio paciente. Neste caso, apenas os glóbulos vermelhos mantêm a possibilidade de retornarem ao paciente.
 
Não há riscos de contaminação bacteriana (infecção) por realizar este procedimento de recuperação de sangue?
Não, o material utilizado é estéril e de uso único. Se a cirurgia for por situação de infecção está contra-indicado o seu uso. As principais indicações estão relacionadas a cirurgias ortopédicas, correção de aneurismas e cirurgias de fígado.

É seguro receber uma transfusão de sangue?
Vale lembrar que toda transfusão é indicada por um médico e, esse profissional avaliou que, receber sangue trará naquele momento mais benefícios do que riscos. Qualquer procedimento médico acarreta algum risco, mas no caso das transfusões ele é mínimo, pois o sangue utilizado no Brasil é testado de acordo com parâmetros internacionais. As leis atuais que regem a doação e utilização de sangue em nosso país conferem alto grau de segurança aos pacientes que recebem transfusões.

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